Dilma cita slogan de Lula e diz que 'verdade vai vencer o pessimismo'
Presidente participou de evento de campanha na CUT em São Paulo.
Ela pediu 'goleada nos pessimistas' assim como na realização da Copa.
A presidente Dilma Rousseff citou nesta quinta-feira (31), durante agenda de campanha em São Paulo, slogan usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 2002 e disse que, na disputa deste ano, "a verdade vai vencer o pessimismo".
Desde o ano passado, Dilma tem utilizado discursos para questionar as críticas ao seu governo e contestar o que chama de "pessimismo" por parte de adversários políticos, do mercado financeiro e da imprensa. A partir do início oficial da campanha, no começo deste mês, a presidente insiste em rebater o "pessimismo" e cita como exemplo a realização da Copa do Mundo no Brasil, que era criticada antes e acabou elogiada.
"Quando Lula foi eleito, em 2002, pela primeira vez nós dissemos assim: 'a esperança venceu o medo'. Agora, temos de dizer assim: 'a verdade vai vencer o pessimismo'", afirmou em discurso no primeiro evento público oficial de campanha, durante a 14ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Guarulhos (SP).
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A presidente falou por quase 40 minutos e disse que, assim como em relação à realização da Copa, é preciso dar uma "goleada nos pessimistas".
"Na verdade diziam que ia ser um fracasso", disse ela sobre o mundial de futebol. "Pois muito bem, o que vimos foi justamente o contrário. A Copa deu certo, foi aquele sucesso e o Brasil mostrou que tem um povo hospitaleiro", disse a presidente. "Demos uma goleada nos pessimistas. Nessa eleição temos que fazer a mesma coisa: vamos ter que dar uma goleada nos pessimistas."
Falta de água em São Paulo
Dilma também mencionou a crise no abastecimento de água na gestão do governo tucano em São Paulo.
Dilma também mencionou a crise no abastecimento de água na gestão do governo tucano em São Paulo.
"A verdade vence a falsidade e o pessimismo quando a gente lembra do que aconteceu na Copa", disse ela antes de citar os serviços e obras como aeroportos e estádios. "Agora, aqui em São Paulo, água pode faltar. Nós tomamos todas as providências para que no Brasil não faltasse energia elétrica", comparou a presidente.
Durante o discurso para uma plateia de trabalhadores, ela reconheceu, porém, que seu governo não foi só de acertos. "Posso não acertar sempre, como qualquer ser humano. Posso não agradar a todos a todo o tempo. Aliás, eu acho que desagrado a alguns. Mas eu não traio os meus princípios, os meus compromissos, e eu não traio os meus parceiros", disse ela, depois de elogiar o papel da CUT na "trajetória de lutas do povo brasileiro na construção de uma democracia e de um país muito mais justo e muito mais próspero".
Compromisso com o emprego
Dilma disse que o principal compromisso de sua campanha de reeleição é com o emprego. "Meu compromisso com a questão da valorização do salário-mínimo se deve porque fomos o país que tinha a pior distribuição de renda e partiu para reduzir a miséria e o desemprego."
Dilma disse que o principal compromisso de sua campanha de reeleição é com o emprego. "Meu compromisso com a questão da valorização do salário-mínimo se deve porque fomos o país que tinha a pior distribuição de renda e partiu para reduzir a miséria e o desemprego."
Dilma lembrou que, desde 2009, o Brasil enfrenta "uma forte crise" e que nos outros países foram registradas demissões de 60 milhões de pessoas desde 2008. "Nós empregamos 11,5 milhões nesse período, e, no meu governo, 5 milhões."
Como promessa para um eventual segundo governo, Dilma afirmou aos membros da CUT em Guarulhos que pretende incentivar processos como a negociação coletiva na relação do Estado com trabalhadores para "garantir que mais categorias tenham direitos, como é o caso das empregadas domésticas".
Ironias à oposiçao
Dilma ironizou a gestão do PSDB no governo federal ao lembrar que a oposição buscou empréstimos internacionais.
Dilma ironizou a gestão do PSDB no governo federal ao lembrar que a oposição buscou empréstimos internacionais.
"Ficaram de joelhos frente ao Fundo Monetario Internacional (FMI). Deviam US$ 37 bilhões. Hoje nós temos dez vezes mais do que isso. Antes diziam que, se tossiam lá fora, nós pegávamos pneumonia. Hoje temos remédios contra essas tosses. E esse remédio não passa pelo desemprego."
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